Por Jaqueline Jor
A moda entra, mais uma vez, em estado de atenção com a chegada de O Diabo Veste Prada 2. Quase duas décadas após o impacto de O Diabo Veste Prada, o novo capítulo não apenas resgata personagens icônicos, como também reposiciona tendências que continuam moldando o vestir contemporâneo.
No centro dessa narrativa está Miranda Priestly, cuja estética permanece uma aula de elegância e poder. Seus looks seguem apostando em peças-chave que traduzem autoridade com sofisticação: casacos estruturados em lã, blazers de alfaiataria impecável, vestidos midi de corte reto e tecidos nobres como seda e cashmere. A cartela de cores gira em torno de tons neutros ,preto, off-white, cinza e bege ,criando produções minimalistas, porém impactantes.

Já as produções mais contemporâneas do filme trazem uma releitura atual do guarda-roupa fashionista. Entre os destaques estão as camisas oversized, saias lápis com fendas estratégicas, trench coats revisitados e conjuntos monocromáticos. Os acessórios ganham protagonismo: óculos de sol marcantes, bolsas estruturadas de couro, scarpins clássicos e botas de cano alto aparecem como elementos indispensáveis para compor o visual.
Outro ponto forte é a presença do chamado “power dressing”, agora atualizado. Ombreiras discretas, cortes precisos e peças que valorizam a silhueta surgem com uma proposta mais versátil, permitindo transitar entre o formal e o casual com facilidade. O styling também aposta em sobreposições inteligentes — como golas altas sob blazers e vestidos combinados com botas — reforçando a ideia de praticidade aliada à elegância.
O filme também abre espaço para contrastes: looks mais ousados aparecem com texturas como couro e vinil, além de pontos de cor que quebram a sobriedade vermelho intenso, azul profundo e verde oliva surgem como destaques estratégicos nas produções.
Mais do que apresentar tendências, O Diabo Veste Prada 2 reafirma a moda como ferramenta de expressão e posicionamento. Cada peça, cada combinação e cada detalhe refletem não apenas estilo, mas também atitude e identidade.
Para o público e para o mercado fashion, a mensagem é clara: investir em peças atemporais, com cortes bem estruturados e acabamentos de qualidade, continua sendo a base de um guarda-roupa poderoso. Afinal, como o próprio universo do filme sugere, moda não é apenas sobre o que se veste é sobre a imagem que se constrói.





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