Por Marcelo Sander
O ECA Digital começou a valer e já impactou vários jogos no Brasil, como o Roblox. Enquanto isso, alguns jogos que simulam cassinos, tipo “Tigrinho” e caça-níqueis, continuam disponíveis até pra crianças. Esses aplicativos imitam bem a experiência de aposta: você gira roleta, ganha moedas virtuais e pode até comprar mais dentro do jogo.
O problema é que, mesmo sem dinheiro real envolvido diretamente, eles passam uma sensação muito parecida com jogos de aposta de verdade. E isso confunde muita gente, inclusive adultos, que chegam a reclamar achando que vão ganhar dinheiro de verdade. O motivo desses aplicativos ainda estarem liberados é uma espécie de “zona cinzenta”: como não envolvem saque de dinheiro real, acabam não se encaixando diretamente nas regras mais rígidas da lei.
Depois que isso veio à tona, alguns desses jogos começaram a ter a classificação ajustada pra 18 anos ou mais. Especialistas alertam que, mesmo sendo “de mentirinha”, esses jogos podem mexer com o comportamento de crianças e adolescentes. Eles usam mecanismos que estimulam o cérebro, como recompensas imprevisíveis, o que pode levar a hábitos compulsivos.
Além disso, podem criar uma visão distorcida sobre dinheiro e sorte, dando a impressão de que ganhar depende só de insistir. Ou seja: esses jogos treinam o cérebro das crianças para os jogos de azar, com dinheiro de verdade, quando elas chegarem à idade adulta. Só que o problema dos cassinos não é só perder dinheiro. É o vício que gera a partir do uso compulsivo.
Aí vale sempre reforçar o apelo: pais e mães, olhem o que seus filhos fazem no celular! Me segue no Instagram @marcelosander. Por uma internet melhor para todos, até o próximo artigo!
