Vamos falar sobre o dólar e o que podemos esperar daqui pra frente, considerando três fatores importantes: eleições no Brasil, cortes na Selic e mudanças na política do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos.
Primeiro ponto: a Selic no Brasil. Hoje seguimos com juros altos, o que mantém o Brasil atrativo para investidores estrangeiros, porque rende mais aplicar aqui. Isso costuma fortalecer o real e segurar o dólar. Porém, se o Banco Central começar a cortar os juros com mais intensidade ao longo de 2026, o Brasil pode perder parte desse diferencial, e isso pode trazer pressão de alta para o dólar.
Segundo ponto: o Fed. Se os Estados Unidos começarem a reduzir juros, isso geralmente enfraquece o dólar no mundo e favorece moedas emergentes, como o real. Ou seja: se o Fed cortar juros e o Brasil continuar com juros relativamente altos, podemos ver um cenário mais favorável para o real e o dólar pode ficar mais controlado.
Mas o terceiro ponto é o mais sensível: as eleições no Brasil. Ano eleitoral aumenta a incerteza, principalmente em relação ao cenário fiscal, gastos públicos e confiança do investidor. E quando o mercado fica inseguro, o dólar costuma subir como proteção.
Então, resumindo: no curto prazo, o dólar pode ficar mais estável se o Fed sinalizar cortes e a Selic continuar alta. Mas mais perto do segundo semestre, o cenário eleitoral pode trazer volatilidade e o dólar pode voltar a subir.
Por isso, o investidor deve se preparar para oscilações e lembrar que câmbio é uma variável que muda rápido com política e juros.
Camila Veloso
