Muita gente se pergunta: por que a possível retirada do ditador Nicolás Maduro pode derrubar o preço do petróleo no mundo?
Eu te explico agora, de forma simples.
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do planeta. O problema é que, sob o regime de Nicolás Maduro, o país sofreu sanções internacionais, má gestão e abandono da infraestrutura.
Resultado? A produção despencou.
Hoje, a Venezuela produz muito menos petróleo do que poderia.
Mas se Maduro sair do poder e houver um governo reconhecido internacionalmente, o cenário muda rápido.
O que acontece na prática?
Primeiro:
As sanções dos EUA e da Europa tendem a ser reduzidas ou retiradas.
Segundo:
Empresas internacionais de energia voltam a investir no país, trazendo capital, tecnologia e escala.
Terceiro — e mais importante:
A oferta global de petróleo aumenta.
E aqui está o ponto-chave do mercado:
📉 Quando a oferta aumenta e a demanda não cresce na mesma proporção, o preço cai.
Além disso, a Venezuela voltaria a competir com grandes produtores como Arábia Saudita, Estados Unidos e Rússia, reduzindo o poder de controle de preços da OPEP.
Ou seja:
A saída de Maduro não é apenas um evento político é um evento econômico global, com impacto direto: no preço do petróleo, na inflação mundial, nos juros e nos investimentos.
Por isso, o mercado acompanha a Venezuela com tanta atenção.
Mudança política ali pode significar energia mais barata aqui e isso mexe com tudo.
